Recuperação Paisagística

A solução disponível para minimizar o impacto da exploração das pedreiras é a concepção e execução de um Plano de Recuperação Paisagística.

Relativamente às pedreiras da fábrica Secil Outão, foi elaborado em 1965 o primeiro estudo de recuperação paisagística tendo sido apresentado às autoridades em 1973:

  • O Plano de Lavra
  • O Estudo Geológico e Químico
  • O Plano de Recuperação Paisagística

Que mereceram em 1981 a aprovação da Câmara Municipal de Setúbal e do Parque Natural da Arrábida entretanto criado (1976).

O número de plantas colocadas no terreno na recuperação paisagística (pedreiras em exploração e já abandonadas), desde 1982, é de mais de 600 mil exemplares, abrangendo uma área total recuperada de 70 ha. Os números seguintes quantificam a actividade desenvolvida em 2002 nas pedreiras da fábrica Secil-Outão:

  • Plantações: 4684 unidades
  • Sementeira de Herbácias Vivazes: 1980 m2
  • Preparação de um novo acesso de interligação das pedreiras Vale de Mós A e B: 4800 m2
  • Desbaste do Pinus Halepenesis nas plataformas 330 e 334 no âmbito do protocolo com a Faculdade de Ciências da Universidade Nova de Lisboa
  • Execução de um novo sistema de Rega nos pisos 200 e 220 da Pedreira de Calcário
  • Hidrossementeira no Talude 200/220: 12450 m2
  • Execução de um novo sistema de Rega nos pisos 220/200 e 200/180 na Pedreira de Marga
  • Área executada: 41 310m2
  • Rega e manutenção: 263 950 m2
  • Zona em vigilância: 168 000 m2

A hidrossementeira é uma técnica que consiste na projecção de uma mistura viscosa constituída por sementes, água, fertilizantes e fibras naturais. Estas fibras podem ser de madeira ou palha, tendo como função a protecção das sementes até à sua germinação.

Esta técnica já tinha sido utilizada, no passado, mas com sucesso reduzido; com efeito uma grande parte das sementes não se fixava devido às características do solo sendo arrastadas posteriormente pela chuva e vento.

Foi criado um novo sistema de hidrossementeira em colaboração com a Universidade de Évora, em que se adiciona à mistura um fixador não tóxico, biodegradável e de elevada resistência, que permite a aderência das sementes à rocha, bem como a aglomeração das fibras de madeira formando uma manta protectora. Deste modo, controlam-se temporariamente a erosão e melhoram-se as condições de humidade e de temperatura até à implementação da vegetação.

O Plano de Recuperação Paisagística das Pedreiras da Fábrica Maceira-Liz foi aprovado em 1994 e encontra-se em fase de execução. No ano 2002 os trabalhos desenvolvidos caracterizam-se por:

  • Adjudicação da elaboração do programa detalhado de realização da Recuperação Paisagística à Aliança Florestal
  • Plantações: 1480 unidades
  • Manutenção das áreas plantadas
  • Movimentação de terras: 650 t
  • Colocação de terras: 17 752 t
  • Modelação final dos taludes finalizados nas zonas E e F da Pedreira de Calcário
  • Preparação das áreas a plantar junto à EN: 356-1, com realização de comoros
  • Preparação dos Taludes finalizados na Pedreira da Calcário como início de realização da rede de drenagem

Relativamente às Pedreiras da Fábrica Cibra-Pataias, em 2000 foi efectuado o pedido de criação da Área de Reserva ao Instituto Geológico e Mineiro, cuja aprovação foi publicada em Diário da República no final de 2002.

Durante o ano 2002, os trabalhos desenvolvidos nas Pedreiras da Fábrica Cibra Pataias foram os seguintes:

  • Movimentação de terras: 23 310 t
  • Plantações: 650 unidades
  • Colocação de terras (Talude da estrada entre a britagem e o Hangar de Marga): 40140 t
  • Abertura de concurso para projecto de recuperação paisagística da área envolvente à fábrica.




 
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